17/07/2006

Portugal: da relutância ao nearshoring

Ilustração: Portugal loves Galiza. Feita por Rui Ricardo in Audiência Zero.

O Eixo Atlântico deve constituir um estímulo para a promoção de parcerias, redes de contactos e troca de experiências como motor de dinamização económica da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal. Há muitas áreas com hipóteses de cooperação transfonteiriça:

1- Automóveis: faz falta consolidar este “cluster”.

2- Nicho digital: Entretenimento digital, automatização, tele-serviços, mobile business, B2B e design informático.

3- Energias alternativas: fotovoltaica, eólica e hidrogénio.

4- Moda: moda prêt-a-porter com bom design para mercados exigentes.

5- Oceano: Galiza e Portugal têm a oportunidade de criar uma plataforma de engenharia oceânica e de serviços de assistência técnica ao offshore Atlântico. Criar um pólo de concepção e fabrico de pequenos barcos (tipo iate) e de equipamento electrónico e robótica naval.

6- Saúde: serviços de consultoria e de controlo da qualidade hospitalar; indústria farmacêutica e cosmética a partir de produtos do mar.

7- Turismo: deveria existir uma oferta turística unificada cujo alvo seriam as classes médias da Europa do Norte (destino de férias de avião) e os grandes eventos internacionais. Podemos explorar um atrainte património cultural comum.

8- Alimentação: o mercado do de vinho de qualidade no Norte de Europa e nos EUA oferece grandes lucros.

Se a Galiza e o Norte de Portugal se liberarem da tradicional relutância entre Madri e Lisboa, temos futuro.