02/09/2006

Além do Norte de Portugal

Túnel Airton Senna em São Paulo.

Apesar da impressionante reengenharia e renovação dos sectores industriais da Galiza e do Norte de Portugal nos últimos anos, como o têxtil, o alimentar, os móveis e o automovilístico, apesar de o país vizinho ser o nosso principal destino de exportação se exceptuamos a produção da fábrica de automóveis da Citroën de Vigo, ainda assim continuamos a ter uma falta de visão internacional nos negócios.

A Lusofonia representa mais de 200 milhões de pessoas no mundo. O PIB lusófono cresceu no ano passado a um ritmo de 7%, havendo sido os crescimentos maiores os de Moçambique e a Angola. Constitui, pois, um mercado considerável com perspectivas de crescimento notáveis onde a Galiza poderia fazer muito. Brasil é mais do que axé e futebol; oferece uma espectacular potência económica emergente e será o principal produtor mundial de bio-combustíveis, substitutos limpos e renováveis do petróleo, e o principal utente e produtor de software livre.

Grande parte da Lusofonia tem necessidade de edifícios, de rodovias e caminhos de ferro, de universidades, de tecnologia, de conhecimentos técnicos da mais diversa classe que os nossos empresários e profissionais especializados poderiam fornecer.